A Liga da Justiça foi o primeiro grupo de heróis relevante das histórias em quadrinho, influenciando diretamente todos os outros grupos que surgiriam, como Vingadores, Defensores e Authority. O filme da Liga que está nos cinemas teve a direção de Zack Snyder, porém o cineasta abandonou a produção antes de finalizar o longa devido ao suicídio de sua filha. Joss Whedon, que dirigiu Os Vingadores e foi fundamental para dar o tom característico dos filmes da Marvel, assumiu o filme da Liga da Justiça.

Durante a Era de Prata, em março de 1960 a Liga da Justiça estreou nas páginas da revista The Brave and the Bold, a primeira formação do grupo reunia Superman, Batman, Flash, Lanterna Verde, Mulher Maravilha, Caçador de Marte e Aquaman. A ideia foi do escritor Gardner Fox, que já criado o grupo de heróis Sociedade da Justiça em 1940. O sucesso da Liga da Justiça foi retumbante, ainda em 1960 uma revista própria da equipe começou a ser publicada. Nas últimas décadas os personagens da Liga já protagonizaram muitas aventuras, algumas boas outras nem tanto… Para entender melhor a Liga da Justiça é importante conhecer as dez melhores histórias desses heróis.

1 – Crise nas Infinitas Terras

Em 1984 o desenhista George Perez e o roteirista Marv Wolfman chamaram a atenção da DC com o arco O Contrato de Judas, dos Novos Titãs. Com a intenção de reestruturar o universo da DC, Wolfman e Perez criaram Crise nas Infinitas Terras, uma série de 12 edições que foi publicada entre 1984 e 1985 e é considerada um marco da nona arte. A DC Comics precisava arrumar a casa, problemas de continuidade e inconsistências narrativas eram comuns nas revistas da editora, que instituiu o conceito de multiverso na década de 40. Na trama de Crise das Infinitas Terras os heróis das diferentes realidades (Terra 1, Terra 2 e Terra 3, por exemplo) se unem para combater a ameaça do Monitor, um ser poderoso que está destruindo os universos um por um. Após o fim da crise o multiverso terminou e as revistas mensais dos personagens começaram a sua respectiva história do zero, grandes artistas assumiram os principais títulos, George Perez assumiu a Mulher Maravilha e John Byrne o Super-Homem.

2 – Odisseia Cósmica

O desenhista e escritor Jim Starlin fez sucesso na Marvel ao criar personagens como Thanos, Drax, Gamorra e Shangi-Chi, para a DC ele produziu em 1988 a minissérie de quatro edições Odisseia Cósmica. Para as ilustrações da HQ Mike Mignola foi recrutado, na época ele era um jovem artista que ainda não havia concebido Hellboy, entretanto sua arte característica já estava em alto nível. Mesmo não sendo uma história focada na Liga da Justiça, a minissérie trabalha muito bem personagens como Superman, Batman, Caçador de Marte e Lanterna Verde (John Stewart). O enredo mostra a união dos heróis, dos Novos Deuses e do vilão Darkseid para combater uma ameaça provocada pelo próprio Darkseid que tentava controlar o poder destrutivo da Equação Anti-Vida e acabou liberando espectros da Anti-Vida para quatro cantos distintos do universo. Para impedir a destruição total quatro grupos diferentes são formados e enviados para combater os espectros, personagens menos conhecidos da DC como Etrigan, Senhor Destino, Estelar, Órion e Magtron também participam da missão.

3 – O Reino do Amanhã

O ilustrador Alex Ross, que é conhecido por sua arte pintada, fez poucos quadrinhos em sua carreia. Em 1994 Alex Ross publicou Marvels, uma homenagem aos personagens da Casa das Ideias, ele decidiu que iria fazer o mesmo com a DC. A proposta foi aceita pela editora, Ross e o roteirista Mark Waid criaram O Reino do Amanhã, uma minissérie de quatro edições que saiu em 1996. O enredo mostra um futuro alternativo no qual os heróis da Liga da Justiça abandonaram seu ofício, novos heróis atuam agora, entretanto eles não são responsáveis e deixam um rastro de destruição por onde passam. A história é narrada pelo pastor Norman McCay, que recebe mensagens do futuro de Wesley Dodds, o primeiro Sandman. A situação no mundo piora após milhões de pessoas morrerem, a Mulher Maravilha convence o Superman a sair da aposentadoria e remontar a Liga da Justiça.

4 – LJA: Nova Ordem Mundial – Fase Grant Morrison

A Liga da Justiça estava passando por um péssimo momento de vendas nos anos 1990, em 96 a revista foi cancelada. Em 1997 o aclamado escritor Grant Morrison iniciou uma nova revista da Liga da Justiça, para tanto ele reuniu sete heróis: Superman, Batman, Aquaman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Flash e Caçador de Marte. A arte dessa fase foi feita por Howard Porter, Grant Morrison escreveu 33 edições até encerrar passagem no número 41, foram seis arcos ao todo: New World Order, American Dreams, Rock of Ages, Strength in Numbers, Justice for All e World War III. Em pouco tempo a Liga da Justiça se tornou o título de maior vendagem da DC, Morrison introduziu personagens como Zauriel, Aztek, Mulher do Amanhã e o vilão Prometheus. Depois que Grant Morrison saiu, Mark Waid assumiu a revista e manteve o alto nível com os arcos Torre de Babel e Divididos Caímos, o título foi publicado até 2006, somando 126 edições.

5 – O Prego

Escrito e ilustrado por Alan Davis, a minissérie de três edições O Prego é uma história que se passa em um universo paralelo no qual um prego furou o pneu do caminhão de Jonathan e Martha Kent, impedindo o casal de encontrar a nave do bebê Kal-El, único sobrevivente do planeta Krypton. No presente da trama a Liga da Justiça existe, mas o Superman não faz parte dela. O jornalista Perry White lidera uma campanha contra os meta-humanos, Lex Luthor é o prefeito de Metrópoles e apoia a campanha. Em uma batalha o Gavião Negro morre e o Arqueiro Verde é ferido gravemente, se tornando paraplégico. Em Gotham o Coringa assassina o Robin e Bat Girl, além de libertar todos os prisioneiros do Asilo Arkham. O Prego teve uma sequência em 2004 também com três edições, o roteiro resolve várias pontas soltas deixadas na obra original.

6 – Liga da Justiça: Ano Um

Nessa história os roteiristas Mark Waid e Brian Augustyn recontam a origem da Liga Justiça, em sua versão a equipe foi fundada por Flash (Barry Allen), Lanterna Verde (Hal Jordan), Caçador de Marte, Aquaman e Canário Negro, Batman, Arqueiro Verde e Superman se unem ao grupo depois. Liga da Justiça: Ano Um teve 12 edições, que foram publicadas em 1998, as ilustrações são de Barry Kitson. Uma grande ameaça alienígena faz os heróis se juntarem, o grande destaque da HQ é a apresentação e o desenvolvimento de seus personagens. Assim como Frank Miller contou em Batman: Ano Um e Demolidor: O Homem Sem Medo os primeiros dias de atividades dos heróis, Liga da Justiça: Ano Um faz o mesmo, deixando até os figurões Batman e Superman um pouco de lado.

7 – Terra 2

Grant Morrison e o fantástico desenhista Frank Quitely são os autores da graphic novel Terra 2, publicada em 2000 pela DC Comics. Na época a DC só apresentava narrativas em dois universos diferentes: a Terra 1, onde as histórias na continuidade principal aconteciam; e a Terra 2, lar do Sindicado do Crime (uma versão da Liga da Justiça em todos os heróis são vilões, o Superman é o Ultraman, por exemplo) e do herói Alexander Luthor. É justamente Luthor quem consegue quebrar a barreira entre os dois universos e vai para a Terra 1, ele precisa pedir ajuda para Liga da Justiça, mas é capturado por Lex Luthor (o vilão que conhecemos). Posteriormente a trama mostra Liga viajando para a Terra 2, lá o Sindicato do Crime é mais poderoso e derrota a Liga da Justiça, todavia a equação se reverte na nova batalha que ocorre na Terra 1.

8 – DC: Nova Fronteira

Com argumentos e arte do mestre Darwyn Cooke, DC: A Nova Fronteira é uma premiada minissérie de seis edições que saiu em 2004. A HQ venceu os importantes prêmios Eisner, Harvey e Shuster, e constitui uma homenagem aos heróis da DC. A história revisita a as primeiras aparições de diversos heróis dentro de uma perspectiva histórica, o enredo mostra eventos que acontecem em 1945, 1948 e de 1952 a 1960, a princípio os heróis se unem para enfrentar uma alienígena. O roteiro aborda ainda a relação dos heróis com os Estados Unidos durante a Guerra Fria, movimento de direitos civis, testes de bombas nucleares e corrida espacial. Darwyn Cooke teve uma passagem inspirada por The Spirit, seu estilo clássico casou perfeitamente com as características das tramas protagonizadas pelo personagem de Will Eisner.

9 – Crise de Identidade

Talvez a história mais adulta da Lida da Justiça, a minissérie de 2004 Crise de Identidade teve sete edições e foi escrita por Brad Meltzer, ilustrada por Rags Morales e colorizada por Michael Bair. Na trama Sue Dibny, a esposa do Homem Elástico, é morta e carbonizada no apartamento do casal. A Liga da Justiça quer encontrar o verdadeiro assassino de Sue, o Arqueiro Verde revela que o vilão Doutor Luz estuprou a mulher no satélite da Liga da Justiça e provavelmente deve ser o culpado pelo homicídio. A maga Zatanna realiza uma lobotomia no Doutor Luz, para alterar a sua personalidade psicótica, os heróis depois descobrem que esse procedimento já havia sido feito outras vezes. Entretanto o Doutor Luz não é o criminoso, pois pessoas próximas dos membros da Liga da Justiça continuam sofrendo ataques e ameaças. A HQ mostra o Capitão Bumerangue procurando seu filho que ele nunca conheceu, e também a preocupação que o pai do Robin (Tim Drake) tem com o filho.

10 – Liga da Justiça Elite

No início dos anos 2000 outras equipes de heróis dos quadrinhos como o Authority faziam sucesso por apresentar personagens gays, viciados em drogas e etc. A Liga da Justiça parecia defasada se comparada com esses grupos modernos de seres poderosos, a partir desse contexto o roteirista Joe Kelly e o desenhista Doug Mahnke criaram Liga da Justiça Elite, uma série de 12 edições que foi publicada de 2004 a 2005. Kelly e Mahnke introduziram A Elite, uma equipe liderada por Manchester Black, na história do Supermam What’s so funny about Truth, Justice & the American Way?, que saiu em 2001. No roteiro da HQ alguns heróis da Liga da Justiça se unem aos membros da A Elite para missões de espionagem e ataque que não seriam aceitáveis ao padrão moral da Liga da Justiça.

 

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